Made in China

Aventuras e desventuras de Simone e Leandro na China

Back to Shanghai

07 11 06

Post originalmente publicado em 06 de Outubro de 2006.

Oi, pessoal, estou de volta a Xangai! Primeiro de tudo já quero me desculpar, pois este post será (foi …) escrito todo sem acentos, já que nosso teclado aqui de casa é (era …) versão chinesa … Prometo que tentarei achar uma solução (o Lê já achou!) o mais rápido possível.

Ontem foi, realmente, meu último dia no Japão. O Yoshio foi trabalhar cedinho e eu acordei e fui pro centro da cidade, no correio, para enviar cartões-postais para minha família (Shigueo e Keiko, em alguns dias eles chegam aí!). Como eu não sabia onde era o correio e não tinha perguntado para o Yoshio antes, passei no escritório da empreiteira (que só tem brasileiros) e perguntei para um senhor. Ele me explicou onde ficava e disse que estava indo pra lá, podia me dar uma carona. Mão na roda! Fui rapidinho até lá, de carona com ele, postei e voltei a pé pra casa depois … Na volta ainda dei mais uma passeada pela cidade e passei num mercado (japonês) pertinho da casa do Yoshio pra comprar umeboshi pra trazer pra cá, porque eu tava com vontade de comer. Quando estava quase chegando, encontrei o Yoshio no caminho e voltamos juntos. Ele trouxe uma sacola CHEIA de coisas pra eu trazer pra cá (só comida) !!!

Bom, aí começou meu martírio: como eu ia fazer pra colocar tudo aquilo na minha mala? Juro, fiz e desfiz a mala, pelo menos, umas três vezes pra tentar encaixar tudinho … E, no final das contas, acabei esquecendo uma sacolinha lá! Ainda bem que não era comida e o Yoshio já me disse que vai me mandar pelo correio … Além disso, ainda deixei meus vidros de xampu e condicionador na casa dele (mas de propósito), porque faziam muito volume na minha mala. Sem mencionar o peso dela!

Contabilizando, olha a lista do que eu trouxe pra cá:

- 1 vidro de maionese Hellmann’s brasileira (*);
- 8 (!!!) latas de atum (presente do yoshio pra Mimi - pra quem não sabe, a Mimi é nossa filhinha, uma gatinha linda, persa!);
- 2 pacotes de farofa;
- 2 pacotes de mistura para preparo de pão de queijo;
- 2 rolos de massa para pastel (*);
- 2 pacotes de mortadela (Ceratti!) fatiada (*);
- 1 pacote de salame fatiado (*);
- 1 pacote de queijo prato fatiado (*);
- 1 pacote de queijo prato inteiro (*);
- 2 latas de guaraná Antarctica;
- 1 caixinha de chá de camomila;
- 1 caixinha de chá de erva cidreira;
- 2 caixinhas de umeboshi;
- 2 pacotinhos de salgadinhos japoneses (okashi);
- 1 pacote de mochi;
- e mais alguns presentinhos …
(*) itens que eu ganhei do Yoshio.

Ah, e ainda tem a sacolinha que eu esqueci por lá! E pra quem não nos conhece e antes que vocês pensem, não, nós não somos gordos … Mas com esta lista, certamente, chegaremos lá rapidinho! E eu tenho certeza que tudo isso só coube na minha malinha por milagre !!! … hehehe … E também não posso esquecer de agradecer por não terem me parado na alfândega pra abrir minha mala (de novo!) !!!

Cheguei bem à noitinha em Pudong (aeroporto intenacional de Xangai). O avião desceu às 22h15 (horário local, equivalente a 11h15 em São Paulo e 23h15 em Tókio). Mas, sabe como é, até eu desembarcar, passar pela imigração e pegar minha bagagem, saí do seroporto mais de 23h … Aí peguei um ônibus que sai do aeroporto até, mais ou menos, o centro da cidade (esse trajeto dura de 40 a 50 minutos, sem trânsito) e, de lá, peguei um táxi até em casa. Cheguei morta de cansaço !!! Mas ainda precisava, sem falta, desfazer minha mala, já que ela estava recheada de comida perecível, que precisava estar há horas na geladeira.

Então, fiz isso, tomei um banho e caí morta de cansaço na minha caminha … Mas ainda fui dormir sozinha, porque o Fofis continua viajando.

Depois conto sobre a minha impressão de chegar aqui em Xangai depois de um período no Japão.

Último dia em Tókio

06 11 06

Post originalmente publicado em 04 de Outubro de 2006.

Acordei hoje às 7 e meia da manhã, muito feliz, com uma ligação do meu amor !!! Lá era meia-noite e meia e ele estava cansadinho (e eu meio dormindo ainda) … Acho um verdadeiro saco toda vez que ele viaja, mas acho ainda mais chatas essas viagens para outros países. Por causa da diferença do horário (neste caso, 7 horas), a gente quase não consegue se falar … Fazer o quê …

Já que já tinha acordado mesmo, resolvi levantar e me aprontar pra sair. Afinal, hoje foi meu último dia em Tókio, pois como amanhã à noite volto pra Xangai, só vou pra lá de passagem a caminho do aeroporto.

Assim, logo cedinho comecei meu caminho com destino a Ueno. Trata-se de uma região lotada de coisas bonitas e bem turísticas: museus (uns três, pelo menos), zoológico e parque. Tudo bem juntinho, pertinho um do outro. Mas não pensem que eu visitei tudo, pois é humanamente impossível fazer isso num dia só.

Sendo assim (e seguindo o conselho do meu superlivrinho de turista!)  fui direto para o Tokio National Museum. Gente, o lugar é tão, mas tão grande e tão cheio de galerias e exposições diferentes, vocês não podem imaginar! Eu fiquei mais de duas horas por lá, olhei tudo rapidinho porque queria ir para outros lugares ainda, mas é um local onde facilmente se gasta um dia inteiro (ou, talvez, dois)  pra apreciar tudo em detalhes.

Logo que entrei, fui direto para uma galeria onde estava havendo uma exposição especial chamada Shaping Faith Japanese Ichiboku Buddist Statues. Não pude filmar nem fotografar nada, mas o que vi me deixou absolutamente impressionada e esta foi, de longe, a exposição que mais gostei no museu.

Estavam expostas estátuas de deuses budistas de várias formas e tamanhos, cada uma delas com um significado. Todas eram de madeira, cujas mais utilizadas eram sândalo (uma madeira aromática) e madeira da árvore de noz moscada. Li que as estátuas eram esculpidas em madeira pois eles acreditavam que a madeira de qualquer espécie era uma boa morada para deuses e espíritos. Algumas estátuas chegavam a medir mais de 1,60m!

Depois disso visitei outras galerias e tirei fotos de outras exposições, mas essa foi a única que ficou marcada na minha memória.

Se alguém tiver interesse, pode visitar o site do museu: www.tnm.jp. Existe a versão em inglês e lá eles contam tudinho sobre esta e as demais exposições.

De lá fui almoçar e segui para uma região (no mesmo bairro), chamada Ameyoko Arcade, onde existem centenas de lojinhas (mais parecidas com barraquinhas mesmo) onde se vende de tudo: roupas, sapatos, perfumes, comida, peixes e frutos do mar, frutas … Juro que ali pensei estar de volta a Xangai! Os vendedores gritam anunciando seus produtos e ali é possível até mesmo barganhar o preço (coisa muito comum na China, mas impensável aqui no Japão)! Mas não comprei nada porque, pra quem mora na China, os preços ainda são altos. Além disso, pelo que pude ver,  a grande maioria dos produtos vendidos lá são facilmente encontrados em Xangai.

Antes de voltar ainda dei uma volta numa espécie de shopping que existe dentro da estação de Ueno, bem charmosinho, por sinal. E embarquei rumo à casa do Yoshio.

Quando cheguei aqui já passei no mercado de produtos brasileiros e comprei as coisinhas que vou levar e que nos fazem tanta falta em Xangai: guaraná Antarctica (encomenda do Leandro, porque eu já matei minha vontade aqui mesmo), farofa, pão de queijo (massa da Yoki) e chás de camomila e erva cidreira. E se tiver alguma alma bondosa aí no Brasil querendo nos fazer uma caridade, basta entrar em contato comigo, através deste blog, e nós, certamente, te passaremos uma listinha do que você pode nos enviar … hehehe …

Bom, acho que, agora, meu próximo post será escrito de Xangai.

Nippori e Asakusa

Post originalmente publicado em 03 de Outubro de 2006.

Bom, voltando ao meu passeio …

Hoje resolvi dar uma volta num bairro chamado Nippori. Logo de cara, quando desci do trem em Tókio e fui pegar outra linha para chegar em Nippori, me deparei com um painel enorme com o mapa das estações e os preços dos tickets todinho em … JAPONÊS !!! Isso, ao contrário do que eu disse lá embaixo, nem sempre existem placas ou indicações em inglês. E, neste caso, nem era preciso escrever em inglês, mas no alfabeto romano … Bom, como sou uma pessoa prevenida, e, lembrem-se, moro na China (onde já passei por situações semelhantes quanto ao mapa de Xangai), estava munida de DOIS mapas das linhas de trens e metrôs de Tókio: um com as estações escritas em alfabeto romano e outro com os caracteres japoneses. Aí, estava eu lá, olhando meus mapas, olhando para o painel, provavelmente com cara de totalmente perdida, quando uma moça (japonesa) muito boazinha e simpática me perguntou em inglês se poderia ajudar. Disse a ela onde queria ir e ela, olha só, me deu TODAS as informações! Guardei meus mapas e fui toda feliz comprar meu ticket e embarcar …

Cheguei em Nippori e fui direto consultar um mapa das redondezas (todas as estações têm um). Meu objetivo principal era visitar um museu chamado Asakura Choso.

Quando cheguei lá, descobri que Fumio Asakura foi um artista que viveu ali mesmo, naquele lugar onde hoje é o museu. Suas obras ali expostas são esculturas perfeitas de pessoas e gatos (por isso que eu quis ir lá!), mas a atração principal é a visita aos cômodos de uma típica casa japonesa do século passado, e também ao jardim. Tudo projetado por ele mesmo.

Curiosidade: logo na entrada do museu você deve tirar seus sapatos e calçar chinelinhos oferecidos por eles. E, ao entrar nos cômodos forrados com tatame, você deve tirar os chinelinhos também e caminhar de meias (ou descalço, se for o caso).

Saí do museu encantada e fui dar uma volta pelo bairro, que eu achei supercharmoso! Ele é repleto de templos e cada um deles possui, em sua lateral, uma espécie de cemitério. Achei isso muito especial e muito diferente daí.

Parei para almoçar num restaurante beeeeem pequeno (de novo!) e só quando já estava lá dentro, sentada, descobri que era francês! Tudo bem, foi uma homenagem para o Lê que está na terra de Napoleão … hehehe …

De Nippori segui para outro lugar chamado Asakusa. Já tinho ido lá com o Yoshio na quinta-feira, mas foi rápido. Hoje fui com calma e olhei TODAS as lojinhas de lembranças que existem por lá, no caminho que leva ao templo Senso-ji (que eu também já visitei na quinta-feira).

Comprei umas lembrancinhas para a Thais e a Cynthia(chaveirinhos da Hello Kitty vestida de gueixa, meninas!), comi alguns doces típicos (ai, meus quilinhos!) e tomei o rumo de casa (cansada, pra variar).

Ainda bem que eu tô andando à beça, na mesma proporção que eu tô comendo … hahaha … Amore, se você chegar em casa e encontrar uma gordinha lá, não se assuste! Sou eu mesma …

E amanhã tem mais …

Os brasileiros no Japão

Post originalmente publicado em 03 de Outubro de 2006.

Hoje vou abrir um parênteses na minha aventura por Tókio pra falar de outra coisa.

Aqui na cidade onde o Yoshio (meu irmão, também conhecido por Lauro) mora, chamada Jousou, existem tantos brasileiros que você anda pela rua e pensa que está no Brasil. Existem lojas de roupas brasileiras, supermercados só com produtos brasileiros (produtos de limpeza, inclusive), revistas e jornais brasileiros, produtos da "Natura" e "O Boticário" e até remédios brasileiros (como Novalgina, Dorflex, sal de frutas Eno, essas coisas). Você anda pelas ruas e com freqüência ouve as pessoas falando português. Aí em cima estão as fotos, que não me deixam mentir.

Logo no primeiro dia, entrei no supermercado brasileiro e quase enlouqueci com os produtos que encontrei lá e que, nem em sonho, encontro em Xangai. Guaraná Antarctica (fabricado aqui no Japão, por sinal), farofa de todos os tipos, pão francês, pão de queijo, pamonha (!!!), coxinhas, massa para pastel e tantas outras coisas. Claro que minha primeira ação foi comprar farofa e guaraná! Também notei, quando cheguei no aeroporto em Narita, que existem instruções de como preencher o formulário da imigração em japonês, inglês e … português!

Estou achando que o país onde existem mais brasileiros (depois do Brasil, é claro!) é aqui no Japão! Alguém aí sabe me informar se a minha conclusão está correta?

Ginza

02 11 06

Post originalmente publicado em 02 de Outubro de 2006.

Hoje fiz meu passeio sozinha, pois o Yoshio está trabalhando. Mas fui muito tranqüila pra Tókio, as estações todas são bem sinalizadas, inclusive em inglês (muito importante, já que, para minha vergonha, não sei falar nada de japonês, quanto mais ler!).

Logo cedinho, quando acordei, vi que continuava chovendo (começou ontem à tarde). Então, abri meu superlivrinho de turista e fiquei procurando algumas alternativas de passeio que não fossem ao ar livre, como museus, por exemplo. Mas descobri que os museus não abrem às segundas-feiras …

Resolvi, então, ir para um bairro chamado Ginza. Segundo meu livro, lá se concentram as maiores e melhores lojas de departamento de Tókio. Bom, entrei em algumas, fiquei hoooooooras rodando lá dentro e fiz algumas descobertas interessantes.

Primeiro achei que as roupas são muito mais bonitas do que aquelas que encontramos em Xangai. E não estou fazendo comparação com as roupas que encontramos em "mercados" de Xangai e, sim, comparando com as lojas de departamento do mesmo nível que existem lá. Também achei que, de modo geral, os japoneses e japonesas andam muito bem vestidos e arrumados, praticamente todas as mulheres usam maquiagem (não carregada, coisa de dia-a-dia mesmo).

Nesse bairro existe uma avenida grande, deve ser a principal (que eu não sei o nome … hehehe …), onde estão as grifes: Louis Vuitton, Cartier, Chanel, Polo, Tiffany’s … Ai, ai … Não, eu não comprei nada porque eu já tenho as útlimas coleções completas !!! … hahaha …

Almocei num restaurante bem pequenininho, umas 6 mesas, no máximo, especializado em tempura: são legumes, cogumelos, camarões e/ou peixes empanados numa massinha feita com farinha e fritos. Uma delícia !!! Acompanhando meu prato de tempuras vieram: gohan (arroz) e missoshiro (uma sopinha). Saí satisfeitíssima e não paguei caro (coisa muito importante pois estou descapitalizada … hehe …).

Bom, achar um restaurante não foi muito fácil. Não que não existam opções. Existem e muitas !!! Explico: eu fiquei com medo de entrar num lugar onde não tivesse cardápio em inglês ou com fotos ou alguém (atendente) que falasse inglês. Senão como eu ia fazer meu pedido? Acabei entrando nesse pois tinha uma "vitrine" na frente com as opções do cardápio (de plástico) expostas. E também havia cardápio com foto, mas isso eu só descobri depois que estava lá dentro. Aliás, essas "vitrines" de comida são bem comuns por aqui. Depois de comer, andei mais um pouco pelo bairro e descobri mais coisas lindas e apetitosas: docerias e lojas de chocolates muito chiques !!! Mas não comprei nada porque eu tenho certeza que vou voltar pra Xangai com, pelo menos, mais uns 2 ou 3 quilos !!!

Por volta das 4 e meia da tarde decidi tomar o rumo de casa (ou melhor, da casa do Yoshio), porque eu já estava cansadíssima.

Em tempo: assim que cheguei em Ginza, parou de chover …

Akihabara

Post originalmente publicado em 1o de Outubro de 2006.

Hoje nosso passeio foi no bairro chamado Akihabara. Trata-se do centro de eletrônicos de Tókio. No bairro inteiro existem prédios e mais prédios recheados (em todos os andares) de todos os tipos imagináveis de equipamentos eletrônicos. Aqui é possível encontrar computadores, lap-tops, impressoras, câmeras fotográficas e filmadoras, geladeiras, fornos, eletrodomésticos em geral e todos os seus acessórios.

Como tudo aqui no Japão, nada é, digamos assim, barato. Ainda mais para meus padrões chineses (hehehe). Mas muitos desses produtos são mais baratos aqui do que no Brasil. Mas não, eu não comprei absolutamente nada … Até porque lá em Xangai é (um pouco) mais barato. Um pouco porque muitos produtos são "made in China".

Curiosidades:

- filmei umas meninas que estavam dançando (com coreografia mesmo) em frente a uma loja (provavelmente contratadas pela própria) e, na frente delas, um monte de japoneses assistindo e alguns até dançando junto, imitando a coreografia delas. Falando assim, talvez não tenha graça, mas eu achei hilário. E essas ainda estavam em grupo (umas 6)! Pior foi, quando já estávamos voltando, uma garota de vestido verde-limão (!!!) dançando sozinha (!!!) no meio da calçada … Ai, coitada! Essa deve ganhar muuuuuuito pra pagar esse mico !!!

- almoçamos num McDonald’s. Até aí sem muita novidade (McDonald’s é mais ou menos igual em todos os cantos do mundo). Mas o que achei interessante é que, na hora de tirar a  bandeja da mesa, você não só precisa jogar os restos no lixo (como em qualquer outro lugar no mundo, menos na China …), como precisa separá-los! Isso mesmo, você não leu errado: existe um compartimento para você despejar a bebida que sobrou, depois um outro, onde você deve jogar os copos, canudos e caixas (vazios) e mais um outro, para onde vão os restos propriamente ditos!

- quando você utiliza as escadas rolantes (eu percebi isso nas estações de trens e metrôs, mas deve ser assim em todos os lugares), você deve SEMPRE parar no lado esquerdo do degrau e deixar o lado direito livre, para que as pessoas que estejam com pressa possam passar. Que eu saiba (me corrijam se eu estiver errada) isso não existe no Brasil e nem, tampouco, na China.

Ai, ai, acho que voltando pra Xangai vou tentar convencer o Leandro a vir morar aqui …

E começa minha aventura na

Post originalmente publicado em 30 de setembro de 2006.

Na quarta-feira, finalmente, depois de muito desespero, choro, orações e até velas acendidas (por causa do visto), desembarquei exatamente às 19h30 (horário local) em Narita, Tókio. Não posso deixar de agradecer ao Yoshio (que mandou uma infinidade de documentos pra eu conseguir meu visto) e ao Lê ( que agüentou meu choro e desepero essas dias todos, coitado!). Muito agradecida, viu?!

Não posso dizer que estou emocionada (afinal, estou visitando a terra de meus ancestrais), mas estou muitíssimo feliz pois nunca imaginei que, um dia, teria esta oportunidade! Mais uma vez muito obrigada ao Lê, que me proporcionou esta aventura !!!

Já logo de cara, no aeroporto ainda, passei por um contratempo: precisei abrir minha mala na alfândega! Parece que eu tinha adivinhado pois, ao fazer minha mala, resolvi colocar minhas calcinhas dentro de uma sacola não transparente (coisa que eu NUNCA faço). Já imaginou o fiscal japonês, todo sério, abrindo minha mala e fuçando no meio das minhas calcinhas? Ai, ai … Bom, fiscalização devidamente concluída (ele fuçou TUDO mesmo!) , o fiscal me liberou. Preciso dizer que, apesar disso, ele foi extremamente educado e atencioso, me ajudou a fechar a mala e até a colocá-la de volta no carrinho!

Como eu cheguei em Narita e o Yoshio mora em Jousou, nossa caminhada foi longa até a casa dele. Chegamos aqui depois das 23h!

No dia seguinte, quinta-feira, fomos para Tókio, que fica bem próxima daqui. Só tenho uma palavra para descrever o (pouco) que vi: ADOREI !!! Achei tudo muito bonito, limpo e o que mais me chamou a atenção foi a educação do povo nas ruas, trens e em todos os lugares. Pra quem está vindo da China é realmente um choque!

Primeiro fomos num templo lindo que fica num bairro muito charmoso chamado Asakusa. Depois pegamos um barco e fomos até um parque. De lá, pegamos outro barco e chegamos em outro lugar muito lindo: Odaiba. Fica à beira da Baía de Tókio e nós subimos no observatório que fica no 25o andar do Fuji TV Headquarters de onde é possível se ter uma vista privilegiada. Almoçamos num shopping bem charmoso que fica nesse bairro e depois começamos nosso caminho de retorno. Andamos à beça e eu voltei MORTA !!! Coloquei abaixo algumas fotos do nosso passeio de hoje.




Ao longo dos outros dias, conforme eu for passeando vou contando minha aventura.

Por hoje é só !

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